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em cartaz
programação de 14/07 a 20/07

Aracaju
Cine Vitória: 14/07 – 15h, 15/07 – 19h, 16/07 – 17h, 17/07 – 15h, 20/07 – 17h
Porto Alegre (RS)
Cinemateca Paulo Amorim: 17h
Salvador
Cinema do Museu UFBA: 15h55
Rio de Janeiro
Cine Jóia Copacabana: 12h10 exceto seg / 15h40 somente segunda
Cine Jóia Jacarepaguá: 16h exceto seg, sáb e dom
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sinopse

Cataguases, Minas Gerais, Brasil, 2005. Depois de um casamento frustrado, que o faz perder o emprego e o contato com o filho, Sérgio de Souza Sampaio (Paulo Azevedo) decide emigrar para Lisboa, Portugal. Lá, corre a lenda, é possível recompor a vida e fazer um bom pé de meia para depois retornar à terra natal. Cheio de sonhos, Sérgio parte para Lisboa, onde é confrontado com a dura realidade da imigração: o dia-a-dia, o submundo e as diferenças culturais vão revelar um lugar diferente daquele com que sonhara.

elenco


PAULO AZEVEDO
Sérgio de Souza Sampaio

RENATA FERRAZ
Sheila

AMANDA FONTOURA
Noemi

RODRIGO ALMEIDA
Rodolfo

HENRIQUE FRADE
Dr. Fernando
Participação Especial


EDUARDO DASCAR

JOÃO PEDRO BÉNARD

MIGUEL TELMO

diretor josé barahona

Nascido em Lisboa em 1969, José Barahona reside atualmente no Brasil. Em 1995, se formou na Escola Superior de Teatro e Cinema (Lisboa). De lá para cá, dirigiu diversos documentários e curtas-metragens. Completou seus estudos em Cuba e Nova York.

Como diretor, seu trabalho transita num território híbrido em que documentário e ficção se misturam: seus documentários têm, muitas vezes, dispositivos ficcionais, e suas ficções uma relação muito estreita com o documental. Nesse sentido se destacam o documentário longa-metragem “O Manuscrito Perdido” (2010), vencedor, entre outros, do Prêmio TV Brasil de Melhor Longa-metragem na 15ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico (RJ). Um livro sobre o filme foi publicado pelo Selo Tordesilhas, com prefácio de Nelson Pereira dos Santos. Destaque também para o documentário “Milho” (Prêmio CineEco em Movimento, CineEco, Seia, Portugal, 2009). Dirigiu ainda o curta-metragem de ficção “Pastoral” (2004), conquistando os prêmios de Melhor Curta-Metragem no Caminhos do Cinema Português (Coimbra, 2005) e a Menção Honrosa no Fantasporto (Porto, 2005).

Notas de Intenção
No início, pensei fazer um documentário baseado no romance do escritor brasileiro Luiz Ruffato. No entanto, acabei fazendo uma ficção com várias pontes no documentário. Eu queria saber o que levava os brasileiros a emigrarem para Portugal. Escolhi trabalhar com atores amadores e não atores nas duas cidades para incorporar as suas histórias e vivências. No fundo, refiz, no sentido inverso, o percurso do escritor. Ele encontrou estas pessoas e as transformou em personagens do seu livro. Eu procurei as pessoas que tinham histórias semelhantes às descritas no livro e as integrei como personagens do filme.

Quando li o livro fui seduzido pelo seu lado de “falso documentário”. O livro é todo escrito na primeira pessoa como se fosse a transcrição de um relato oral recolhido pelo escritor em Lisboa. Assumi assim a narrativa na primeira pessoa, que no filme é feita através da narração em in para a câmera do próprio protagonista. É um filme sobre a emigração. Sobre sonhos e desilusões.
Sobre Luiz Ruffato

Nascido em Cataguases, Minas Gerais, em 1961, LUIZ RUFFATO é um dos nomes de destaque da literatura contemporânea brasileira. Em 2001, lançou o romance “Eles Eram Muitos Cavalos”, com o qual foi premiado pela APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte – e pela Fundação Biblioteca Nacional, com o prêmio Machado de Assis. Depois disso, publicou mais de 10 livros, entre eles a série intitulada “Inferno Provisório”. Recebeu os prêmios: Prêmio APCA (“Eles eram Muitos Cavalos”, “Mamma, son tanto felice” e “O mundo Inimigo”); Prêmio Machado de Assis (“Eles Eram Muitos Cavalos”); Prêmio Jabuti (“Vista Parcial da Noite”); Prêmio Casa de las Américas (“Domingos sem Deus”). Foi finalista dos prêmios Portugal Telecom (“O Mundo Inimigo”), Zaffari-Bourbon (“O Livro das Impossibilidades” e “Estive em Lisboa e Lembrei de Você”) e São Paulo de Literatura (“Estive em Lisboa e Lembrei de Você”). Seus livros foram editados em Portugal, França, Argentina, Itália e Alemanha.

equipe

Direção e Roteiro: JOSÉ BARAHONA
Produção: CAROLINA DIAS (Refinaria Filmes - Brasil)
Co-Produção: FERNANDO VENDRELL (David & Golias – Portugal)
MÔNICA BOTELHO (Mutuca Filmes)
Fotografia: DANIEL COSTA NEVES
Som: PEDRO SÁ EARP
Montagem: JOSÉ BARAHONA / PATRÍCIA SARAMAGO
Edição de som e Mixagem: TIAGO MATOS
Música: FELIPE AYRES
Produção Associada: RAQUEL LEIKO
Direção de Arte: FLÁVIA MASSENA / JOÃO PEDRO FRAZÃO
Figurino: MARGARETH AMORIM / JOÃO PEDRO FRAZÃO
Assistente de direção: FILIPE RUFFATO / ÂNGELA SEQUEIRA
Direção de produção: ANTÓNIO FERREIRA / JOANA CUNHA
Produção local Cataguases: FRANCISCA BRAGA

Fotos e Pressbook

festivais


críticas

“Narrado com serenidade e parcimônia, dando mais ênfase ao desenho dos personagens do que à construção de um plot. Barahona utiliza composições expressivas e belas elipses, além de se beneficiar de um elenco de caras desconhecidas e perfeitamente adequadas a seus papéis. Gostei sobretudo da atuação “branca” e mineiríssima de Paulo Azevedo no papel central e do trabalho luminoso de Renata Ferraz como a sinuosa Sheila.”
Carlos Alberto Mattos, Crítico de cinema
“O filme é de um realismo sereno, mostra as dificuldades da vida de um estrangeiro, seus percalços e pequenas alegrias. Nunca busca o sensacionalismo ou a emoção fácil."
Luiz Zanin, O Estado de S. Paulo
“Um novo olhar sobre imigração de brasileiros.”
Alex Tajra, Revista Brasileiros
“… um mergulho do português radicado no RJ José Barahona na literatura do mineiro Luiz Ruffato, construindo um vocabulário centauro (meio doc., meio ficção) para narrar a jornada de um homem (em atuação irretocável de Paulo Azevedo) de Cataguases à capital lusa".
Rodrigo Fonseca, O Estado de S. Paulo
"Um filme muito singular na sua narrativa"
Nuno Senna, IndieLisboa
“Respira-se a limpidez do que vem depois das tempestades, é um filme de uma leveza comovente, mas é filme sem bonança. É sobre os imigrantes brasileiros que chegam a Portugal, sobre o limbo que os imobiliza sem regresso. “Para quê voltar?” Uma tristeza rarefeita, belíssimo. E sobre nós, portugueses...”
Vasco Câmara, Jornal Público
“Estive em Lisboa e Lembrei de Você é o primeiro longa-metragem realizado a partir de um texto meu. Para mim, qualquer produção decorrente de um texto original é uma leitura. São apreensões e por isso não acredito em adaptação, mas em refeitura. “Estive em Lisboa e lembrei de você” é uma feliz refeitura de uma história, infelizmente atualíssima: a da ida dos pobres do mundo para a Europa em busca de um vida decente. Barahona agiu neste filme como um bom tradutor age sobre o texto de partida: foi fiel à essência, mas permitiu-se um olhar singular, que enriquece e amplia o horizonte do espectador.”
Luiz Ruffato

cidades

CATAGUASES é a cidade berço do cinema brasileiro. Foi ali que Humberto Mauro realizou seus primeiros filmes. A cena da árvore de Estive em Lisboa e Lembrei de Você é também uma homenagem a uma famosa fotografia de Mauro no alto de um morro debaixo de uma imponente árvore. Além disso, Cataguases é há muito tempo, palco de artes e terra de mecenas. As duas famílias mais poderosas da cidade, “donas das indústrias”, na fala do Dr. Fernando, personagem do filme, sempre tiveram uma rivalidade salutar em prol das artes. Conhecidos artistas do modernismo brasileiro como Oscar Niemeyer e Cândido Portinari têm obras suas em Cataguases, transformando a cidade num cenário rico e ao mesmo tempo desconcertante. No meio de uma avenida principal onde evolui o dia-a-dia da população, um trem carregado de minérios passa várias vezes durante o dia e durante a noite. Toda esta herança cultural está presente no filme. A Ponte Velha, que liga as duas margens do Rio Pomba é como símbolo da ligação entre os dois países. É ao cruzar a ponte que Ségio, num impulso, decide ir para Lisboa. Além do mais, a semelhança arquitetônica entre esta ponte e a Ponte 25 de Abril em Lisboa é muito evidente.

LISBOA é um lugar que hoje em dia atrai muitos turistas. O que não acontecia tanto em 2005, quando Sérgio chegou à cidade. Mesmo se, por obra do acaso, Sérgio se hospeda numa pensão barata no centro da cidade, não é a cidade que o turista vem conhecer que ele vai frequentar. Lisboa, como todas as capitais do mundo, tem o seu lado obscuro, o submundo, os bairros mais pobres e de periferia. Num primeiro momento, Sérgio também acaba sendo uma espécie de turista vagueando sem destino pela cidade que conhecemos pelo nosso imaginário. No entanto, logo que a sua vida começa a tomar rumo, ele entra num outro mundo. O mundo de Lisboa que lhe é aberto não é tão reluzente como os monumentos visitados por turistas. Ele não pertence ainda à parte nova da cidade, que ele visita apenas nos seus dias de folga.

contato produção e distribuição

ASSESSORIA DE IMPRENSA
Regina Cintra / Foco Jornalístico
regina@focojornalistico.com.br
(11) 3023.3940 / (11) 99169.2312

Produção Brasil
REFINARIA FILMES
Tel. (55 21) 3594-9592 / 99985-7164
refinaria@refinariafilmes.com.br
Distribuição Brasil
FÊNIX FILMES
Tel. (21) 2283-5166
imprensa@fenixfilmes.com.br

Produção Portugal
DAVID & GOLIAS
Tel. (351) 218 882 028
mail@david-golias.com